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"Cities are what makes us human. They’re the success story of our species. They are where civilisation happens"

— Ben Hammersley, A Smart Guide to Utopia

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"It is a curious thing, but the ideas of one generation become the instincts of the next. We are all of us, largely, the embodied ideas of our grandmothers, and without knowing it, we behave as such."

— D.H. Lawrence, Late Essays and Articles

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neophilia

neophilia, our tendency to ceaselessly seek out the new and different. 

O instinto humano de buscar o novo é potencializado por um contexto de acesso instantâneo e uma abundância sem precedentes de produtos e informações originais. 

Há uma busca generalizada pelo novo e uma necessidade de viver experiências originais em todos os campos da vida, do universo afetivo à relação com o aprendizado. Tédio torna-se uma palavra proibida para uma sociedade que vive em perpétua busca pelo inédito através de inúmeras telas. 

“Hoje consumimos cerca de 100 mil palavras por dia através de diversas mídias, o que representa um aumento de 350%, medido em bytes, comparado com o que consumíamos em 1980. A Neophilia nos impulsiona a explorar, nos adaptar e criar novas formas de arte e tecnologia, mas um estado extremo pode alimentar a inquietação  e a distração crônicas.” 

Dra Winifred Gallagher, autora de New: Understanding Our Need for Novelty and Change

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É urgente recuperar o sentido de urgência, Eliane Brum

“Estamos vivendo como se tudo fosse urgente. Urgente o suficiente para acessar alguém. E para exigir desse alguém uma resposta imediata. Como se o tempo do “outro” fosse, por direito, também o “meu” tempo. E até como se o corpo do outro fosse o meu corpo, já que posso invadi-lo, simbolicamente, a qualquer momento. Como se os limites entre os corpos tivessem ficado tão fluidos e indefinidos quanto a comunicação ampliada e potencializada pela tecnologia. Esse se apossar do tempo/corpo do outro pode ser compreendido como uma violência. Mas até certo ponto consensual, na medida em que este que é alcançado se abre/oferece para ser invadido. Torna-se, ao se colocar no modo “online”, um corpo/tempo à disposição. Mas exige o mesmo do outro – e retribui a possessão. Olho por olho, dente por dente. Tempo por tempo.  

[…]

Foi o jeito que encontrei de usar a tecnologia sem ser usada por ela. 

[…]

Percebi também que, em geral, as pessoas sentem não só uma obrigação de estar disponíveis, mas também um gozo. Talvez mais gozo do que obrigação. É o que explica a cena corriqueira de ver as pessoas atendendo o celular nos lugares mais absurdos (inclusive no banheiro…). Nem vou falar de cinema, que aí deveria ser caso de polícia. Mas em aulas de todos os tipos, em restaurantes e bares, em encontros íntimos ou mesmo profissionais. É o gozo de se considerar imprescindível. Como se o mundo e todos os outros não conseguissem viver sem sua onipresença. 

[…]

A pessoa está parcialmente com alguém ou naquela atividade específica, mas também está parcialmente consigo mesma. Ao manter o celular ligado, você pertence ao mundo, a todo mundo e a qualquer um – mas talvez não a si mesmo.  

[…]

A grande perda é que, ao se considerar tudo urgente, nada mais é urgente. Perde-se o sentido do que é prioritário em todas as dimensões do cotidiano. E viver é, de certo modo, um constante interrogar-se sobre o que é importante para cada um. Ou, dito de outro modo, uma constante interrogação sobre para quem e para o quê damos nosso tempo, já que tempo não é dinheiro, mas algo tremendamente mais valioso. Como disse o professor Antonio Candido, “tempo é o tecido das nossas vidas”.  

Essa oferta 24 X 7 do nosso corpo simbólico para todos os outros – e às vezes para qualquer um – pode ter um efeito bem devastador sobre a nossa existência. Um que sequer é escutado, dado o tanto de barulho que há. Falamos e ouvimos muito, mas de fato não sabemos se dizemos algo e se escutamos algo. Ou se é apenas ruído para preencher um vazio que não pode ser preenchido dessa maneira. 

Será que não é este o nosso mal-estar? 

Viver no tempo do outro – de todos e de qualquer um – é uma tragédia contemporânea.”

coluna Época, abril de 2013

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30 things at 30. <3

Tags: listography
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People to follow

[science and technology]

Matt Cutts - head of the web-spam team at Google;

Linda Stone - research on conscious computing, email apnea and attention spans; 

John Tierney - writer of Willpower: rediscovering the greatest human strength and columnist at NYT; 

Clay A. Johson - writer of The Information Diet;

Nicholas Carr - writer of What The Internet Is Doing to Our Brains;

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Matt Cutts - Try something new for 30 days

Tags: motivation TED
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IMMORTALITY, a paradox

“And thus we have a paradox: When we peer into the future we find our wish to live forever fulfilled, as it seems inconceivable that we might one day cease to be. Thus we believe in our own immortality. Yet at the same time we are painfully aware of the countless possible threats to our being… . And thus we believe in our own mortality. Our very same overblown intellectual faculties seem to be telling us both that we are eternal and that we are not, both that death is a fact and that it is impossible.” 

From ancient mythology to today’s dominant world religions to modern scientific models like Terror Management Theory, the remainder of Immortality explores precisely how we’ve enlisted storytelling in weaving powerful immortality narratives that lift us out of our cognitive dissonance and, in the process, lay the very groundwork for human civilization.

from brainpicking’s review on the book Immortality: The Quest to Live Forever and How It Drives Civilization 

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Louis Vuitton Red Journey, a 3D trip throughout mars 

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Human Settlement on Mars in 2023  |  space as the ultimate frontier

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Video Portrait of Hans Ulrich Obrist by Marina Abramović | catalyst, book-obsessed.

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Steal Like An Artist: Austin Kleon

bestseller author. you are a remix or a mashup from your ancestors. you are a mashup of what you let in your life. creative kleptomaniac. “good artistis copy. great artists steal” Picasso. imitation is not flattery. transformation is. his website. 

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"Nunca a vida foi tão atual como hoje: por um triz é o futuro. Tempo para mim significa a desagregação da matéria. O apodrecimento do que é orgânico como se o tempo tivesse como um verme dentro de um fruto e fosse roubando a este fruto toda a sua polpa. O tempo não existe. O que chamamos de tempo é o movimento da evolução das coisas, mas o tempo em si não existe. Ou existe imutável e nele nos transladamos. O tempo passa depressa demais e a vida é tão curta.
Então - para que eu não seja engolido pela voracidade das horas e pelas novidades que fazem o tempo passar depressa - eu cultivo um certo tédio. Degusto assim cada detestável minuto. E cultivo também o vazio silêncio da eternidade da espécie. Quero viver muitos minutos num só minuto. Quero me multiplicar para poder abranger até áreas desérticas que dão a idéia de imobilidade eterna. Na eternidade não existe o tempo."

Clarice, Um Sopro de Vida

as palavras de clarice

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urbanism

Conferencista do Fronteiras do Pensamento Porto Alegre 2012Enrique Peñalosa, urbanista e ex-prefeito de Bogotá, aproveitou sua passagem pelo Brasil para compartilhar seu conhecimento sobre cidades e mobilidade sustentável. No Fronteiras, defendeu a igualdade como um princípio que a democracia tem deixado de lado nas práticas mais cotidianas: “Se todos os cidadãos são iguais diante da lei, um ônibus com 60 passageiros tem mais direitos que um carro com um”.

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